segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dia do Trabalho - 1º de maio






Só o trabalho constrói. Todo o conforto de que a humanidade goza hoje em dia é fruto do trabalho de muitas pessoas, através de várias gerações.
Todo trabalho honesto dignifica, por mais humilde que seja. Quem faz do trabalho o seu maior prazer da vida, vê que só tem a lucrar, pois além de manter-se com orgulho e honestidade, não tem vontade nem tempo para a ociosidade, que quase sempre leva a maus hábitos.
O Dia do Trabalho é essencialmente importante, porque é nessa data que lembramos o esforço humano para modificar a natureza e explorá-la para o progresso da humanidade.
Todas as pessoas, cada uma na sua profissão, são igualmente necessárias. A comunidade depende tanto de engenheiros e médicos quanto de pedreiros, padeiros e agricultores.

No dia 1 de maio de 1886, em Chicago, grevistas entraram em choque com a polícia. Explodiu uma bomba e morreram quatro operários e sete policiais. Alguns líderes grevistas foram presos e executados no ano seguinte. Em junho de 1889, os socialistas reunidos em Paris, para fundar a II Internacional, aprovaram a resolução de consagrar o dia 1 de maio de todos os anos, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, em memória das vítimas de Chicago. A iniciativa se propagou lentamente, a princípio encontrando resistência das autoridades, que perseguiam politicamente os manifestantes, mas aos poucos se consolidou. Hoje, sob a designação de DIA DO TRABALHO, são feitas comemorações em quase todos os países do mundo, com pequenas variantes quanto à data. O DIA DO TRABALHO, porém, só foi institucionalizado com o Estado Nôvo, em 1938, e declarado feriado nacional pelo governo do marechal Eurico Gaspar Dutra, com a Lei n. 662, de 6 de abril de 1949.
Nada mais justo do que lembrar nesse dia de todos aqueles que com seu trabalho constroem algo de bom para a Pátria e para a Humanidade.

" Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida".
Confúcio

domingo, 22 de abril de 2012

As mulheres e a gestão


Assistimos, ao longo do século XX, a ascensão do poder feminino. As mulheres adentraram a arena política e, no século XXI, diversas governantes assumiram o poder: Michele Bachelet no Chile, Cristina Kirschner na Argentina, nossa presidenta Dilma Rousseff. Hillary Clinton e Condoleeza Rice ocuparam o Departamento de Estado norte-americano e, no mundo corporativo, temos a liderança de Indra Nooyi na PepsiCo.

Mulheres podem gerenciar, não há como voltar atrás. E exemplos de boas gestoras não faltam, como as brasileiras Chieko Aoki da rede Blue Tree Hotels e Luiza Trajano do Magazine Luiza – que já compareceram à HSM ExpoManagement para falar sobre  suas experiências. Há características especificamente femininas na gestão e liderança dessas profissionais?

Primeiramente, o posicionamento delas em relação aos homens é de igual para igual, quer eles sejam clientes, fornecedores ou subordinados. Não há submissão ou imitação, mas o desenvolvimento de um jeito próprio de gerenciar e liderar. As mulheres têm uma inteligência emocional mais desenvolvida, aplicando os próprios sentimentos às situações empresariais e de negócio. “O homem não percebe tanto a questão da sensibilidade. E o mercado precisa ser ‘sentido’, não apenas analisado”, afirma Chieko.

Muitas, por serem mães e esposas, desenvolvem uma abordagem delicada e atenciosa necessária à gestão doméstica e ao cuidado dos filhos. Esta é uma segunda característica marcante na gestão feminina: a empatia. Mas, como disse Wilson Mileris em seu artigo Mulheres na Lide^rança, “para assegurar-se à frente da equipe, ela precisa ter princípios e ter um comportamento ético”. Em outras palavras, valores e integridade.

O que se discute não é a superioridade da liderança feminina, mas o equilíbrio de contribuições. “Sem a força masculina, a mulher também não pode realizar tudo”, comenta Luiza Helena Trajano, presidente da rede de lojas Magazine Luiza. A heterogeneidade de percepções pode proporcionar uma visão mais ampla para a empresa, o que conta como vantagem competitiva. A mistura de gêneros parece mesmo ser a receita para uma boa gestão e, como afirma Luiza, “o segredo está na parceria”.

10 indicadores de comunicação interna ineficaz

Muitas empresas investem altas cifras na área de Gestão de Pessoas e, realmente, possuem propostas que poderiam agregar valor significativo aos seus talentos. Contudo, quando os resultados dos programas ou iniciativas são avaliados surge uma incógnita: o retorno ficou bem abaixo do esperado. Mas, onde ocorreu o erro, se as propostas são boas e não houve restrição de gastos que comprometesse o êxito da iniciativa? O que alguns dirigentes esquecem é que tudo o que envolve a vida da empresa está diretamente relacionado à forma como os processos são apresentados aos colaboradores. Confira abaixo algumas características de uma comunicação interna ineficaz.

1- Diretoria isolada - A quase totalidade dos dirigentes corporativos passam horas sentados em suas mesas, atendendo telefonemas, elaborando novas estratégias para o lançamento de um determinado produto ou, então, em reuniões tão cansativas que até eles torcem para que os ponteiros do relógio acelerem. Diante de tantos compromissos a serem cumpridos, Infelizmente, não lhes sobram tempo suficiente para conhecem a realidade dos profissionais que, na maioria das vezes, são estratégicos para a companhia. Como fica, então, o relacionamento entre alta diretoria e os demais talentos?

2 - Canais de comunicação - A ausência de canais de comunicação em uma empresa, não importa o segmento ou porte, compromete a relação entre organização-funcionários. Acreditar que investir em emails corporativos, murais, impressos, por exemplo, é pura perda de tempo e de dinheiro pode gerar complicações futuras. Afinal, em se uma empresa é formada por pessoas, a própria companhia precisa ter uma estruturada base para estabelecer um canal com seus profissionais.

3 - Diálogo face a face, em pensar - Há empresas que imaginam que apenas os canais de comunicação são suficientes para assegurar um bom relacionamento com os colaboradores. Lógico que os meios de informação formais são valiosos, mas existe algo que não pode ser deixado "de lado": a comunicação face a face. Algumas questões podem ser solucionadas através de um email institucional, por exemplo, mas há casos em que um diálogo entre líder e liderado tem um valor de extrema importância para os dois lados. Além disso, a comunicação face a face também significa otimização na solução de problemas e tomada de decisões.

4 - Feedback NÃO - Para atender às expectativas da empresa, os colaboradores precisam saber aquilo que é esperado deles. Vale lembrar que o feedback continua sendo um recurso valioso para identificar pontos fortes e fracos que precisam ser trabalhados. Através desse tipo de comunicação específica, o funcionário e o gestor podem traçar metas, ações estratégicas que impactem positivamente na performance tanto individual quanto coletiva.

5 - Liderança já nasce se comunicando - Diante da equipe, o gestor é a principal personagem que faz o elo entre empresa e funcionário. No entanto, apesar de gerir pessoas há alguns gestores que não têm uma aptidão necessária para estabelecer uma comunicação clara e objetiva com os liderados. Isso remete à necessidade de manter um processo contínuo de aprendizagem e reciclagem diante da competência comunicação. Isso vale uma reavaliação no momento de realizar os tradicionais Levantamentos das Necessidades de Treinamento.

6 - Sigilo desnecessário - Muitas vezes uma informação simples como a visita de um parceiro corporativo ganha proporções negativas, pois ao invés dos dirigentes comunicarem aos liderados sobre quem será o visitante, preferem dar margens a especulações infundadas como do tipo: "Será que haverá mudanças no quadro das lideranças" ou "Algo está no ar e se fazem tanto segrego, boa coisa não virá".

7 - Rumores - Aquela conversa que acontece nos corredores, durante o cafezinho ou mesmo o almoço, tem a capacidade de se disseminar com muita facilidade e ganham espaço em vários departamentos e níveis hierárquicos. A questão aqui é ressaltar que boatos sempre comprometem o clima organizacional, a produtividade dos profissionais e, consequentemente, os resultados.
8 - Apenas "Eu" - A história mostra claramente que o ser humano é, por natureza, um ser sociável. Isso, por sua vez, faz com que para terem uma vida melhor tanto no campo pessoal quanto no profissional, as pessoas mantenham a capacidade de se relacionarem com quem está ao seu lado. No campo organizacional, isso nos remete ao espírito de equipe, ao sentimento de camaradagem entre os profissionais. Infelizmente, existem pessoas que acreditam que "podem mover o mundo sozinhas", que não precisam da ajuda dos demais e são completamente auto-suficientes. O resultado sempre é o isolamento e, por vezes, um sentimento de que lhes falta algo nas suas vidas, mas não são capazes de identificarem aquilo que lhes faltam.

9 - A palavra é para poucos - Quando se realiza uma reunião com sua equipe, a liderança sempre perceberá que há aqueles que têm mais facilidade de fazerem comentários e de apresentarem propostas. Por outro lado, sempre haverá alguém considerado inibido, que prefere apenas ouvir, mas que tem um potencial que agrega valor relevante à equipe. Para essas pessoas tímidas, falar em público, ou melhor, comunicar-se é algo difícil e mesmo que tentem, encontram um bloqueio. Quando isso for perceptível, cabe ao gestor estimular que aquele membro do seu time se expresse. Vale lembrar que não significar forçá-lo a falar e criar uma situação constrangedora. Com muito tato, a liderança pode perguntar: "E a sua opinião sobre a decisão que tomamos? Você quer acrescentar alguma observação?". Abrir espaço para esses talentos também é fortalecer a comunicação interna.

10 - Departamentos isolados - Todos têm ciência de que todos os departamentos de uma empresa necessitam estabelecer uma comunicação fluente, pois em determinado momento um precisará do outro. Uma empresa que estabelece como diretriz uma comunicação interna eficaz, também investe na integração entre os departamentos. Afinal, todos os setores contribuem para o êxito do negócio.

Palavras-chave: | comunicação interna | equipe |

Transparência Corporativa



Você já parou para pensar no termo Transparência Corporativa? O que de fato define se uma empres é ou não transparente? O que ela ganha com isso? Como as empresas lidam com a gestão da informação? E o acesso que é dado aos colaboradores?





Vamos dividir a informação em dois tipos: 
  • Estratégica - aquela que todos devem ter conhecimento e acesso;
  • Confidencial - com acesso restrito a algumas pessoas. 

Todos já ouviram dizer, em algum momento, seja ne empresa que trabalha ou não, que a empresa está precisando economizar, cortar gastos. Então começam as campanhas de economia de energia, copos descartáveis, cafézinho e eventualmente as demissões. Por isso, é fundamental que as informações sejam claras, precisas e que mostrem a real situação para as pessoas. É por isso, inclusive, que muitas empresas abrem seus números a seus colaboradores. Para que eles entendam o momento pelo qual a empresa passa e, com isso, saibam até onde podem ir ou o que esperar da companhia. Isso não vale só para um caso de dívida ou resultado negativo, mas principalmente em situações de crescimento.  Com a informação "em mãos", todos estarão mais engajados e conscientes do que a empresa busca e precisa, e se dedicarão a atingir os mesmo objetivos de maneira coletiva.

Explicando melhjor, isso tem muito a ver co aquelas três palavras "mágicas", que ficam geralmente em um quadro na empresa: missão, visão e valores. Nada mais são do que aonde a empresa quer chegar (visão), de que forma chegar (missão) e os valores que sustentarão para seguir adiante.

É daí que vem a importãncia de uma comunicação fluida entre setores e unidades de negócio, de reuniões bem estruturadas e de transparência da empresa para com seus colaboradores e que vise estimular essa troca entre os colaboradores também. O ideal é pensar sistematicamente. Os profissionais que entendem a importância disso alcançam cada vez mais seus lugares de destaques nas organizações.

Informações internas, comunicados internos, ler sobre o mercado que a empresa atua, sobre concorrentes. Possíveis e futuros negócios, novas aquisições e contratações, mudanças na estrutura e investimentos da empresa. Tudo deve fazer parte do conhecimento das pessoas que lá trabalham, Transpar~encia tem a ver com ética, tem a ver com consciência limpa e principalmente com o comprometimento e responsabilidade para com os colaboradores e com os clientes da empesa.

A transparência está implícita nos valores da empresa, e nos valores daqueles que a regem.
 

Ciclo de Gerenciamento - PDCA

O método utilizado pelo INDG é o PDCA, mundialmente conhecido e amplamente aplicado.

Os consultores do Instituto trabalham para multiplicar o conhecimento dentro da organização cliente. A empresa vai aprender a alcançar as metas estabelecidas com a ajuda da sua própria equipe. É o método aprender fazendo.
O INDG somente considera o projeto finalizado quando as metas são atingidas ou superadas, obviamente quando os motivos do não alcance da meta forem de natureza metodológica. E o que é mais desafiador: quando a própria empresa aprende a conduzir sozinha sua nova gestão.
Promove-se o envolvimento de todos os funcionários do cliente no gerenciamento, criando um ambiente de trabalho alegre e motivador. A metodologia otimiza a capacidade da empresa de buscar a melhoria contínua dos seus resultados.
O INDG organiza as técnicas e ferramentas em seu sistema de gestão, enfatizando aquelas adequadas para a operação do dia-a-dia e para as melhorias operacionais (médio e longo prazo).

A culpa é do RH?

Luís Sérgio Lico
Luís Sérgio Lico é Filósofo, Consultor, Escritor e Conferencista. Desenvolve Treinamentos Organizacionais Transformadores e Palestras de Alto Impacto em Motivação. Especialista em Excelência Profissional é Professor Universitário e Autor do Livro: O Profissional Invisível.
Todo santo dia ao ver meus emails, principalmente vindos de grupos e listas de discussão, eu tenho uma sensação de déjà-vu. Não que estes fóruns sejam improdutivos, pois muitos realmente ajudam os profissionais de cada setor. Alguns chegam a ter questionamentos e ideias interessantes, só que esta não é a regra, mas a implacável exceção.
No mais das vezes, o que leio ali, me deprime... Só não me deixa apavorado, pois sou empreendedor e não funcionário. Portanto, estou imune a estes desvarios, fruto da falta de qualificação profissional e da miopia das empresas e das lideranças. Mas, vamos aos fatos: cerca de 80% das mensagens que recebo destes fóruns, especialmente ligados à Gestão de Pessoas são "apelos e pedidos de socorro", os mais variados. Há algum tempo, por exemplo, recebi algumas pérolas que reproduzo abaixo:

- Por favor. Vocês têm um modelo de plano de cargos e salários para disponibilizar? É que a chefia pediu para implementar e eu não tenho nada aqui. Grata.

- Pessoal: alguém tem um modelo de carta de agradecimento por 10 anos de serviço? Tem um funcionário aqui velho de casa e agora precisamos fazer isso e queria ver o que o mercado tem oferecido. Abraços.

- Oi, Grupo. Estou precisando de um teste para aplicar na seleção. Alguém poderia mandar? Ah! Não se esqueçam de enviar junto as respostas certas para tabulação. Beijos.

- Tenho uma dúvida. Quando o candidato está dentro do perfil, mas ameaça a chefia com suas competências, devo contratar? Ah! Também preciso de um modelo de email para enviar ao candidato, quando se perde o currículo dele. Fico no aguardo.

- Alguém pode me explicar como faz um plano de treinamento e motivação? É que estou precisando. Vocês acham que vale a pena chamar um cantor sertanejo? Obrigado!

- Bom dia! Queria saber se devo recusar uma candidata a analista, porque ela tem um filho de um ano, embora ela esteja dentro do perfil e passou nos testes. O que vocês recomendam nestes casos?
Como disse, são centenas destes pedidos. Mas, vou parar por aqui, caso contrário irão pensar que estou tirando onda dos profissionais incapacitados ou denegrindo a imagem do RH. Só que, pela quantidade de dúvidas absurdas, parece que muitas empresas estão num mato sem cachorro, quando o assunto é Gestão de Pessoas.

Isto é devido a vários fatores, claro. Mas dois são principais: muitas empresas tentam transformar o velho DP num departamento de Recursos Humanos, apenas mandando as pessoas acrescentarem tarefas ligadas a estas "coisas". Como não se tem a cultura necessária, vai-se brasileiramente para a improvisação, mesmo porque o chefe é bravo e quer resultados.
A outra parece ser a falta crônica de capacitação e, principalmente, de visão sobre o que são as atribuições estratégicas de um setor de Recursos Humanos, na mais ampla acepção do conceito. A maioria dos profissionais de pequenas e médias empresas vive nos fóruns a fazer perguntas, quando deveriam investir mais na sua própria formação. Outro ponto fundamental é que mesmo os que se capacitam, saem das faculdades sem o mínimo de ferramentas atuais para agir e pensar de forma holística, pois apenas recebem uma carga de PowerPoint e conceitos teóricos impraticáveis para se montar acampamento numa empresa brasileira. A situação é grave!
No meu entender, estas situações apenas refletem a pouca importância que é dada ao setor, uma vez que as organizações no trato com a áspera rotina dos encargos sociais e controles funcionais, apenas parece considerar está área, como um apêndice administrativo. No mais das vezes um apêndice caro, pois a legislação brasileira é especialmente cruel com os empregadores, embora, se diga de passagem, muitos deles ainda dirijam pessoas como na idade da pedra. Para piorar, praticamente inexistem cursos de excelência na Gestão de Pessoas no Brasil que realmente ofereçam uma visão contextual que fuja da decoreba legislativa e dos misticismos e modismos sobre esta área vital.

A despeito do necessário controle sobre a ganância corporativa, no tocante às pessoas, que devem ter os direitos protegidos e a dignidade respeitada, o excesso de regulamentação acaba tendo efeitos perversos. Ocorre, normalmente, que o engessamento das negociações laborais acaba levando as empresas a soluções criativas, não menos draconianas, na permanente tentativa de reduzir seus encargos sobre a folha.
Assim, o quesito produtividade é sempre a pauta do dia. Na verdade, o que observo por aí é que apenas chamam o super-herói dos "Recursos Humanos", quando a coisa aperta. Tem problema? A culpa é do RH! O setor raramente é tido como parte de uma política de desenvolvimento integrada ou estratégia de crescimento e busca de diferenciais sustentáveis. Poucos discutem profundamente a organização em busca de alinhamento e aderência. Mas, tão somente quando se instalam os conflitos e a produtividade, comunicação e sinergias entram em colapso. Tudo parece ser pontual, quando deveria ser sistêmico.

Assim, temos um samba do afro-brasileiro com deficiência de percepção-cognição onde quem "paga o pato" é quem ousa dizer que o rei está nu. Nem tudo é atribuição do RH, pois ele não é responsável, por exemplo, por controlar conflitos departamentais (fato da alçada do gestor) ou levar terapia aos funcionários com síndrome de inadimplência por excesso de crédito consignado. O setor é, sim, responsável por mapear não conformidades e propor soluções, como mandar treinar os gestores para aprenderem a liderar de forma eficiente e, depois, apresentar números e/ou índices qualitativos para a direção, justificando o investimento. Bem como, propor e discutir políticas para benefícios e limites de concessão, entre outras atividades.

Fora isso, ele é parte integrante de uma visão global que pode (ou não) ter uma gestão de "facilities", mas seu principal papel é prover capital humano qualificado, adequar e regular as instâncias internas, fixar o conhecimento, desenvolver e reter profissionais, fazendo com que haja integração e aderência à missão empresarial, ética e consolidação das boas práticas técnicas e humanas.
O RH é por onde entramos e saímos de uma empresa, mas durante a nossa permanência nela, pode ser um parceiro estratégico que alavanca e direciona a massa de competências e procedimentos necessários para o crescimento da organização. Se ele é frágil, e você é empresário, não adianta culpar a ninguém, a não ser a si mesmo que não acordou para sua importância. Azar o seu, pois terá prejuízos e ficará batendo cabeça, inutilmente. Se você é colaborador, não fique aí parado, participe dos programas e da gestão de sua empresa, inclusive cobrando sua instalação. Se você é gestor, faça algo mais por seus resultados, proponha soluções e disponha a se desenvolver.

Você que é RH, não se omita e se valorize. Faça algo e deixe de lado esta mentalidade subalterna do "não temos autorização". Se você aprender a falar a língua da empresa, apresentando indicadores, tudo o que apresentar será apreciado de forma positiva e muitos projetos sairão do papel. O que é estratégico dá resultados e faz todo mundo feliz.

Palavras-chave: | crescimento profissional | aprendizagem | competência |
Por Luís Sérgio Lico para o RH.com.br

O candidato é um ser humano e não uma peça de quebra-cabeças

Simone Cezário
Analista de Recursos Humanos, graduada em Administração em RH pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE e cursando pós-graduação em Psicologia Geral nas Organizações na Universidade da Cidade de São Paulo – UNICID. Possui cinco anos de experiência na área, com foco em Treinamento & Desenvolvimento e Recrutamento & Seleção, e participação ativa nos processos de todos os seus sub-sistemas, tendo atuado em empresas como Manager Online, Catho Online, Atacadista Roldão, Transportadora Binotto.
Sou profissional da área de RH, com foco em Treinamento & Desenvolvimento e Recrutamento & Seleção, e no período que fiquei em busca de recolocação tive a oportunidade de analisar como andam a estruturação e a realização dos processos seletivos e, independente do porte da empresa, consegui apontar alguns erros gravíssimos que me fez repensar, não só com candidata, mas também com profissional.

Avaliação Curricular - Participei do processo seletivo em uma grande empresa para o cargo de Analista de RH. Depois passar pelas três fases, recebi o email de agradecimento e quando solicitei o feedback com o motivo da reprovação tive uma surpresa, não fui selecionada por não ter experiência em Sistemas de Qualidade. Então, pergunto: "Onde em meu currículo diz que possuo esta experiência?". Responde: "Em lugar nenhum".
Outro caso está relacionado ao local onde resido. Em meu currículo está muito clara a informação de que moro em um bairro na Zona Leste. Pois bem, em outro processo, também depois de passar por todas as fases, não fui selecionada por morar muito longe da empresa. Então, se a distância é item eliminatório, porque me convocaram, já que a informação com o local onde moro está nítida em meu currículo?

Entrevista - Tenho comigo que a entrevista é o momento crucial na escolha do profissional a ocupar o cargo em aberto. Tive duas experiências que muito me preocuparam. A primeira foi uma entrevista com a duração de menos de 15 minutos e neste tempo a preocupação do selecionador não estava em conhecer meu perfil e sim em "vender" a vaga, saí do local sem saber o que pensar.
Em outra empresa, a última etapa de seleção foi a entrevista com o diretor. Entendo que a diretoria costuma ser extremamente ocupada, mas daí a fazer uma entrevista de qualquer modo, isso é preocupante. Pois é, no fechamento de uma vaga importante fui entrevista em 15 minutos e para piorar a situação, enquanto eu falava, o entrevistador simplesmente pegou o celular e fez uma ligação, como se eu não estivesse ali. Imaginem o nível de atenção que ele dispensou para aquela entrevista.

Falsas expectativas - Este item merece muita atenção, passei por diversos processos e em muitos deles o entrevistador deixou-me com a certeza de que havia sido escolhida. Já cheguei a ouvir em uma empresa: "Sua disponibilidade é imediata? Porque você provavelmente receberá uma ligação para trazer seus documentos esta semana". Saí cheia de expectativas e o que aconteceu? Depois de um mês, após diversas tentativas de contato, descobri que a vaga foi preenchida com outra candidata. Aí fica um ponto de atenção para os entrevistadores repensarem o modo que finalizam as entrevistas, para não alimentarem falsas esperanças.

Feedback - Selecionadores, cuidado! Se prometerem, deem retorno. Nesta minha busca por recolocação passei por sete processos e destes, somente duas empresas cumpriram o retorno, mesmo que negativo. Acredito que, pior do que omitir é não responder o candidato, porque de que adianta deixar telefone e email disponível e não responder o contato. Em outras duas empresas enviei email e até hoje não obtive resposta, ou seja, dá para concluir que menos de 50% das empresas retornam ao candidato.
Bem, acredito que estas situações são somente algumas das que acontecem durante os processos seletivos. Hoje estou recolocada, mas aprendi muito nestes dois meses de busca e, com certeza, é necessário ter em mente que o candidato não é uma simples peça que poderá ou não completar o quebra-cabeça de sua empresa e sim, é um ser humano repleto de ansiedades, expectativas e objetivos, e merecem a devida atenção e respeito. Lembrem-se que o momento da seleção é uma conquista na qual as empresas reprovam os candidatos, mas os profissionais também reprovam as organizações.

Exame de suficiência para administradores: você é a favor ou contra?

Eedição 14 da revista Administradores traz reportagem sobre o assunto, com opiniões de profissionais e acadêmicos da área


O que você acha de, para atuarem como administradores, os graduados na área precisarem ser, antes, aprovados em um exame de suficiência, mais ou menos como o da OAB? Polêmica, essa questão tem levantado acaloradas discussões há anos e está longe de um consenso. Em sua mais nova edição, a revista Administradores aborda o assunto, apresentando argumentos de profissionais e acadêmicos da área.

"Infelizmente, a formação de bacharéis em Administração hoje não é uma garantia de que esses estão preparados ou ao menos tenham um conhecimento suficiente das ferramentas de gestão que permita o exercício da profissão com o mínimo de perícia que a mesma exige", diz o administrador Diego Silva, entrevistado na reportagem.

Mas a opinião encontra resistências. Para o administrador Wagner Siqueira, presidente do CRA/RJ, a chave da questão é a qualidade do ensino. "Colocar os conselhos e ordens profissionais para cumprirem esse papel (de buscar garantir a qualidade dos graduados) representa que o MEC abdica de suas competências institucionais em favor das entidades classistas, cujo foco deve ser o profissional formado no exercício do trabalho, e não a qualificação do estudante durante o curso", afirma.

 
Sebastião Luiz de Mello, presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), se diz favorável ao exame, mas não concorda com o modelo baseado simplesmente em uma única prova. Para ele, a avaliação deve ser contínua, não apenas em um momento, o que, para ele, não avalia a atividade do profissional, de fato. "A avaliação não pode ser um processo estanque", afirma.

Terapias nada convencionais para enfrentar o estresse do trabalho

De forma bastante heterodoxa, empresa espanhola adota formas de aliviar a tensão que vão desde a quebra de carros até a transformação de executivos e cães de trenó
Qual é a melhor maneira de acabar com o estresse e aliviar as tensões no trabalho? As possibilidades são infinitas: idas ao psicólogo, massagens, férias, festas, esportes etc. Mas há algumas atividades que escapam ao senso comum. São "terapias" diferentes, arriscadas e chamativas.
A empresa Stop Stress Group, criada e dirigida pelo espanhol Jorge Arribas – que decidiu criar o negócio após ser vítima de bullying em seu trabalho anterior – tem como missão, assim como qualquer companhia de consultoria e suporte a profissionais, atender a solicitações de empresas para melhorar o ambiente de trabalho. A diferença é que, com seus métodos, não há nenhuma outra empresa. E, dessa forma, ela tem convencido importantes multinacionais, como Sheraton, Unilever, Ernst & Young, Swarovski, HP, Dove, Bic, Novartis, Verbatim, Opel e Telefónica.
Todas essas empresa têm confiado em uma empresa que, com sedes em diferentes cidades da Espanha, no Chile e em Dubai, tem desenvolvido terapias que parecem beirar a loucura, mas que, segundo seu dono, têm sido capazes de solucionar os problemas emocionais dos mais altos executivos.

Veja alguns exemplos das "terapias" nada convencionais da empresa:

"Destrutoterapia"
Foi a primeira criação da Stop Stress Group e, provavelmente, a mais polêmica. Segundo os críticos desta atividade, o que ela faz é fomentar a violência como medida para manejar o estresse. Mas Arribas se defende: "Para mim, isso não é violência, mas antiviolência, porque canalizamos um momento de tensão de forma controlada. Trata-se de reconhecer que estamos tensos e que necessitamos de uma válvula de escape", assegura.
Ele exemplifica com alguns de seus últimos clientes. Eram donos de estufas agrícolas, que haviam sofrido grandes prejuízos por causa do surto de E. Coli, bactéria altamente resistente que matou 15 pessoas na Alemanha. "Imagina a tensão dessas pessoas, que nos últimos 10 anos haviam investido milhões de euros em alta tecnologia e perderam bastante agora", diz Arribas.
O dono da Stopstress conta que as pessoas já o procuram em um estágio avançado de estresse ou raiva. Na sede da empresa, elas são propositalmente ainda mais irritadas. Um exemplo: uma das duas empresas líderes mundiais da indústria de bebidas gasosas chegou à destrutoterapia com seus executivos. Arribas e sua equipe os receberam vestidos com as cores e bebendo produtos da concorrência. Então lhes vendaram os olhos e os puseram para ouvir uma banda de heavy metal ao vivo. "O que vamos fazer?", perguntou um deles a Arribas. "Quebrar", respondeu o empresário. E seguiram gritando: "quebrar, quebrar, quebrar!".
Logo foram equipados com macacões, capacetes, luvas e um martelo. É aí quando começam a descarregar toda sua ira contra um automóvel velho abandonado, em grupos de quatro pessoas, até destruí-lo totalmente.
A terapia inicial dura 10 minutos. Em seguida, param tudo e os instrutores perguntam como se sentem. "Se sentirem necessidade de continuar batendo, podem fazê-lo novamente. Têm toda a tarde se lhes fizer falta, mas nunca ninguém fez mais de duas séries", explica Arribas.
Logo um coach se encarrega de conversar com eles para saber por que chegaram a tal ponto. Muitos reclamam da empresa, dos chefes, dos colegas, do horário e de baixos salários. O coach os convence de que são uma equipe. E então vem a segunda parte, quando precisamente esse "espírito de grupo" os levar a virar o carro. "Uma vez que colocaram um carro de cabeça para baixo, subiram em cima como se tivesse sido o grande êxito de suas vidas", conta Arribas.
O dono da empresa conta que já houve casos em que equipes de finanças e de marketing de uma mesma empresa se negaram a destruir o carro juntos. Então o trabalho do coach deve ser maior. "Não é uma terapia que aumenta a agressividade. O que é agressivo é ter esses grupos com tal nível de tensão dentro de uma empresa", garante.
A pessoa mais original, conta Arribas, foi um homem que o chamou a Madrid para quebrar um carro "agora". Em menos de duas horas estava em Soria, a 200 km da capital espanhola. "E não queria quebrar um carro qualquer. Pediu um volvo, o encheu de post-its em que escreveu tudo que estava lhe deixando tenso, o destruiu e ainda chamou os instrutores para se unirem a ele", diz Arribas. Uns meses mais tarde se encontraram em uma conferência de recursos humanos. O executivo perguntou: "nos conhecemos de algum lugar?" E ele respondeu: "acredito que não". "Ótimo, é assim que eu gosto", disse o homem, sorrindo.

A terapia do uivo
Uivar como lobos. É disso que se trata a atividade, focada na improvisação, no domínio do medo e na tolerância às mudanças. Pode-se usar o exemplo quando a empresa se funde ou é vendida, para que a equipe aprenda a improvisar. Mas é também um bom exemplo de comunicação, não de trabalho em equipe, mas de compreensão da individualidade.
Nela, combinam-se a natureza e algumas técnicas para a liberação das tensões corporais que se acumulam no corpo pelo estresse cotidiano. Abraçar árvores, uivar e fundir-se com o meio ambiente são algumas das partes em que se divide a terapia.

 
Para Arribas, o melhor desta é que é imprevisível. Ou seja, as pessoas vão a uma típica reunião em um hotel à noite. Sabem que haverá algum tipo de atividade. Mas não sabem o que vão enfrentar.
Ele conta que depois de comerem, os executivos devem sair para o bosque. É à noite e só alguns poucos têm lanternas. Logicamente, são eles os que se convertem em líderes imediatamente. Logo passa alguém disfarçado de lobo, muito rapidamente, bem perto deles. Obviamente, eles não sabem que se trata de um disfarce. "Ai surge o pânico e todos gritam assustados. Então paramos a atividade e lhe perguntamos como reagiram ao imprevisto. Pedimos que se separem e, claro, ninguém quer fazer isso, porque todos temem que o lobo apareça novamente", conta Arribas. Então, devem abraçar as árvores e sentir o silêncio. E, imediatamente, Arribas começa a uivar, seguido pelo chefe do grupo, e logo todos os demais. "Somo como uma verdadeira matilha de lobos", diz Arribas.
Depois disso, ouve-se uma música de gaita escocesa, outra de tambores africanos, que vêm do bosque, e todos devem encontrar a origem do som. Quem encontra ganha um prêmio.
Já na porta do hotel, conversamos com o grupo: "o que fizemos?" E então respondo: "estivemos perdidos na noite, um lobo nos atacou, uivamos e terminamos ouvindo um concerto. Mas, isso é normal? Não. Adaptaram-se? Sim. Bom, isso é adaptar-se às mudanças", assegura Arribas.

Um "passeio" de barco
Arribas descreve essa terapia como uma "cura de humildade". Ele conta que o presidente de uma multinacional lhe pediu uma vez que a aplicasse a seus executivos, que "já estavam perdendo o respeito por todos". Então lhe surgiu a ideia de convidar-los a um passeio aquático.
"Chegaram ao porto uma Ferrari, um Porsche e um Audi. A primeira coisa que me disse um dos homens foi que o barco era bonzinho, mas o dele era bem maior. Quando vi a tônica dos comentários, compreendi logo porque o presidente havia me contratado", conta Arribas.
"Então lhes disse que pusessem os coletes salva-vidas, porque o que iríamos fazer era limpar o barco na parte de baixo, que estava acumulando muito musgo. A resposta mais suave que recebi foi: 'você acredita mesmo que vou fazer isso, se posso comprar três vezes esse barco?'", diz Arribas.

Cães de trenó
Em um inverno em Soria, cidade onde está sediada a matriz da Stop Stress Group, havia muita neve. Foi por isso que Arribas teve a ideia de fazer uma parceria com um conhecido que competia em corridas de cães de trenó. "Por que não transformar diretores em cães de trenó?", pensou.
E então colocou a empresa nessa nova atividade, de onde tem um exemplo marcante. "O trenó pesa quase uma tonelada e 10 cães são capazes de movê-lo em grandes velocidades. Colocamos 20 pessoas e elas não foram capazes de mover um centímetro, porque não conseguiam fazer força todas juntas, de uma só vez", lembra.

Por Mariana Osorio , MBA AmericaEconomia

Trainee aos 30? Saiba por que as empresas estão de olho nestes profissionais

TraineeEmpresas perceberam que, muitas vezes, o jovem recém-saído da universidade não está preocupado em aderir à cultura organizacional
 
Os programas de trainee atraem milhares de profissionais recém-formados todos os anos. Mas, hoje, não é somente aquele que acabou de sair da universidade que tem chance de participar dos programa. As empresas ampliaram a faixa etária exigida e, com isso, jovens com até 30 anos podem se inscrever.
A gerente da Page Talent, Manuela Costa, explica que a mudança ocorre porque as companhias perceberam que, muitas vezes, o jovem recém-saído da universidade não está preocupado em aderir à cultura da organização.

“Muitos não têm a competência comportamental que as empresas procuram. Alguns abandonam o programa antes de terminar. As empresas estão preocupadas com a retenção e sucessão que vão fazer com que a cultura se perpetue”.

Ela acrescenta que as empresas estão interessadas em ter em seu quadro de funcionários pessoas que também sejam comprometidas com o trabalho e com a empresa, responsáveis e maduras, o que muitas vezes é difícil de ser identificado em profissionais muito jovens.
Segundo a especialista, a mudança não houve somente em relação à idade, mas também sobre a formação, já que muitas empresas deixaram de exigir que os seus trainees fossem formados nas faculdades mais conceituadas no País.
 

De estagiária a traineeUma das profissionais que conseguiram uma vaga de trainee foi a assistente de jornalismo da Núcleo da Ideia Comunicação, Monique Siqueira. A jornalista participa atualmente do programa de trainee da agência sediada no Rio de Janeiro.
“Isso mostra que a empresa tem confiança no meu trabalho. Ser trainee é uma oportunidade maior de aprendizado”.

Trainee executivoAlém dos tradicionais programas de trainee, atualmente, no mercado de trabalho, existem os programas voltados para buscar novos executivos. É o que explica a gerente da DMRH, consultoria de Recursos Humanos, Juliana Nascimento.
Ela explica que as empresas desenvolvem estes profissionais para assumirem um cargo de gerência, que muitas vezes, não pode ser ocupado por pessoas recém-formadas, por não terem nenhuma experiência no mercado.
“A pessoa de 25 a 30 anos tem vivência profissional porque passou por algumas empresas. Isso permite ter visão de negócios”. Somado a isso, estes programas pedem que seus candidatos tenham cursado pós-graduação e tenham inglês fluente. Mas só isso não é o suficiente.

Juliana acrescenta que as empresas querem pessoas que desejam gerenciar uma equipe. Muitas oferecem treinamentos, como coaching, para que os trainees aprendam.
“A pessoa tem que lembrar que abaixo dela terão outras pessoas. Quem não achar isso atrativo deve procurar uma carreira técnica”, aconselha a especialista.

Administrar o EGO...

Danilo Fernando Olegário
Graduado em Administração de Empresas e com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV, atuando na área de Desenvolvimento em Comportamento Humano, mais de nove anos de experiência na área Gestão de Pessoas e seus sistemas. Estudou e pesquisou como trabalho acadêmico o comportamento dos diversos estilos de liderança. Desenvolveu em grupo projeto acadêmico de MBA sobre a Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho – a necessidade de qualificação. Já atuou como professor em Gestão de RH em escolas técnicas, convidado para ministrar palestras em Faculdade de Tecnologia. Trabalhou com inclusão de pessoas com deficiência e jovem aprendiz, participou de projetos de formação e desenvolvimento de pessoas. Desenvolveu programas de treinamentos para liderança através de jogos empresariais. Atualmente trabalha como Analista de Desenvolvimento em empresa do setor sucroalcoleiro.
O EGO é uma palavra muitas vezes confundida na sua interpretação, pois geralmente se associa a termos como vaidade, egoísmo, egocentrismo, o que de fato quando em excesso provoca esses comportamentos. Algumas expressões, por exemplo, são ditas como comuns, entra as quais: "Deixe o EGO de lado...". No entanto, o EGO nada mais do que o EU. Sendo assim não podemos deixar o EU de lado, porque se abandonamos o EU perdemos a identidade.
 
A ideia não é abandonar o EGO, mas administrá-lo. Administrar porque dentro de uma equipe, ele pode atrapalhar e muito um bom desempenho. Uma equipe é composta por vários indivíduos, ou seja, vários EUs que juntos formam o NÓS. Essa é uma compreensão interessante, pois dentro de uma equipe existe o ser NÓS que são formados por EUs.
Quando existe essa compreensão dentro de um time, as vaidades são pequenas, os objetivos individuais passam a ser únicos e os resultados são mais permanentes.
Basta observar os grandes times do meio esportivo para se entender melhor esse conceito. Sempre gosto de falar da Seleção Brasileira de Futebol de 2002, comandada pelo Felipão. Sem dúvida aquela era uma Seleção de Estrelas que souberam trabalhar muito bem o EGO, em função de um objetivo maior - Conquistar o Campeonato, e ganharam. Em 2006 não podemos fazer a mesma comparação, muito menos a mais recente 2010.
Outro exemplo interessante, a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei, um time de estrelas inúmeras vezes campeões mundiais e olímpicos, comandadas por Bernardinho. Várias estrelas brilhando juntos para um objetivo maior - ganhar o campeonato.
Dentro de uma equipe o objetivo ou o propósito tem que ser maior que o EGO. No entanto, esses exemplos não sugerem o abandono do EGO, ou do EU, pois em alguns momentos ele deverá aparecer. Visualize a cena de um atacante que irá bater o pênalti decisivo em uma final de campeonato... Naquele momento é o EU que tem que resolver a parada, mas em prol do NÓS, ou seja, em prol da proposta ou objetivo maior - ganhar o campeonato.
Essa analogia com o esporte nos permite transpor para realidade da organização, pois quantos resultados são comprometidos dentro de um ambiente de trabalho por falta de dessa gestão. Em muitas situações o próprio líder não tem essa percepção e, por isso, o sujeito sente-se autorizado em querer ser mais que os outros, aliás, o título de líder já o deixa ensimesmado. Esse é um cuidado que se não for bem tomado, pode gerar muitas frustrações e comprometer resultados, além do clima insuportável instalado.
Essa gestão ou administração do EGO é responsabilidade de cada um. É algo que não cabe terceirização, porém o líder pode perceber e antecipar futuras crises. A melhor forma dele fazer isso é através da transparência, da sinceridade de um feedback, da clareza de uma orientação e alinhamento de expectativas.
Em uma equipe com alto grau de maturidade, as pessoas percebem a hora de assumir o palco e a hora de ficar na plateia, batendo palmas para quem está no palco naquele momento. Quando uma equipe ou um time atinge esse nível, estão muito próximos da alta performance, ou do alto desempenho. Ao final desse texto tente fazer esse exercício com a sua equipe, observe o quanto as pessoas entregam-se para as outras de forma sincera. Um grande teste para isso é quando surgir uma nova oportunidade, ou um projeto novo e ver quem são os que gostam de chamar a atenção e os que gostam de fazer a coisa acontecer.

Administrar o EGO tem a ver com deixar de lado a vaidade e, principalmente, as diferenças para fazer parte de uma equipe, alinhar os propósitos pessoais para um maior que reluz o objetivo de toda a equipe - ganhar o campeonato.

Palavras-chave: | equipe | produtividade |
Por Danilo Fernando Olegário para o RH.com.br

Vaca sagrada corporativa


Os hindus têm a vaca como um animal sagrado, dando a elas o direito de circular livremente pelas ruas das cidades sem serem molestadas. Sua proteção deve-se também ao fato de serem consideradas um símbolo de abundância dentro dessa cultura.

No mundo corporativo essa expressão também existe, mas com uma conotação bem diferente, pois as pessoas intituladas como "vacas sagradas" não são exatamente exemplos de abundância em conhecimento, habilidades e/ou entregas nas organizações. Pelo contrário, são funcionários que por motivos diversos não podem ser demitidos ou cobrados com maior rigor. Geralmente possuem muito tempo de empresa, já tiveram ou ainda tem poder considerável na estrutura hierárquica, têm influência de parentesco, cresceram com a organização ou existe uma grande gratidão pela sua contribuição no passado, fazendo com que muitas vezes a direção não saiba exatamente como lidar com esse tipo de profissional.

Em alguns casos, essas figuras apresentam práticas obsoletas em suas rotinas de trabalho, sendo resistentes às mudanças exigidas pelo atual contexto organizacional. Tal posicionamento pode estar relacionado à sensação de perda de poder ou à necessidade de justificar sua presença no cargo, mas, independente do motivo, acaba gerando perdas, incertezas e/ou instabilidades no resultado final apresentado.

Ao se prender aos hábitos do passado, criamos barreiras ao desenvolvimento e a inovação da organização, podendo inclusive contaminar a equipe, caso existam subordinados a esse colaborador. Com o tempo, esse "protecionismo" fica evidente e a equipe começa a questionar se a direção está vendo o que está acontecendo e por que não fazem nada para resolver a situação.

Para a organização, manter pessoas com essas características significa concordar com o retrabalho, visto que grande parte das atividades delegadas a esses indivíduos precisam ser iniciadas ou revisadas por outros profissionais a fim de corrigirem possíveis falhas, gerando assim um círculo vicioso de ineficiência e/ou desperdício de recursos.
Quem está nessa posição às vezes é convidado a participar de tudo, mas não se compromete efetivamente com nada. Adora dar opiniões, mesmo que sejam ideias de ontem, não sendo adequadas para os problemas atuais.

O consultor americano Robert Kriegel, autor de um livro com um tema bastante sugestivo "As vacas sagradas dão os melhores hambúrgueres", afirma que é necessário romper os paradigmas para desenvolver pessoas e organizações. No cenário competitivo atual, a empresa não pode se dar ao luxo de manter esse tipo de profissional, pois se uma atividade, processo ou pessoa não contribui com os resultados da organização é necessário promover uma mudança imediata.

Uma empresa competitiva busca colaboradores produtivos, independente da área, função ou experiência. Avalie qual é a realidade da sua empresa.

Palavras-chave: | produtividade | retrabalho |

O perfil humano das novas lideranças

As empresas estão certas de que no âmbito da Gestão de Pessoas tornou-se crucial a adoção de um novo perfil que sugira, também, um novo modo de pensar e agir quanto ao incentivo das práticas da nova liderança. Mas, a despeito da maioria dos líderes considerarem o trabalho em equipe importante e investir na formação de um time de alto desempenho, ainda é notória a dificuldade quanto à adoção dos conceitos da nova liderança nas células de trabalho.

É fundamental que o novo líder seja flexível e consiga inteirar-se das necessidades e expectativas do grupo, despertando em todas as pessoas o desejo de cooperar por disposição própria e não por imposição. "Pessoas precisam ser tratadas cada vez mais como parceiras e não mais como empregadas", Peter Drucker. Esse é o estímulo e o caminho para a configuração da liderança essencial.

Entende-se que o próprio ritmo imposto pelas demandas inerentes à função do líder, somado ao compromisso com a entrega dos resultados, traz dificuldades à proposição do trabalho colaborativo. Afinal, muitas vezes é mais rápido fazer por si mesmo do que dispor de tempo para formar pessoas até que tenham condição de contribuir de forma autônoma. Mas, esse é o principal papel do líder: desenvolver aqueles que estão sob a sua responsabilidade.

O perfil das novas lideranças é permeado por conceitos, tais como: aprendizado em grupo, relações interativas, ações colaborativas, criação de alianças e melhoria do ambiente de trabalho, mas todos ficam sujeitos à percepção particular de cada indivíduo. Cabe ao gestor interpretar e criar um sentido comum quanto ao trabalho em equipe, através de um esforço conjunto que contemple o bem-estar da empresa e de seu contingente humano.

Um líder que não conheça a si mesmo, não conseguirá conhecer sua equipe. O autoconhecimento tem papel de destaque dentre as habilidades do novo líder, que deve estar sempre atento às expectativas e às necessidade dos seus colaboradores. Para isso é essencial que, antes de tudo, tenha conhecimento de seus talentos e suas limitações, através de uma autoavaliação justa que o permita, a partir de si próprio, entender e considerar o perfil de seus colaboradores.

"É imperativo ter consciência de que as pessoas são feitas de corpo, mente, emoções e espírito" - Stephen Covey. Equipes não devem ser gerenciadas, mas, sim lideradas. Desse modo, enxergar as pessoas na sua complexidade e estimular o potencial de realização de cada uma delas, oferecendo-lhes um modelo de conduta pautado na consideração e respeito mútuo, é o único modo de garantir a conquista dos resultados e a manutenção dos talentos de uma empresa.

No cenário atual não há mais espaço para que os gestores reproduzam o modelo onde o colaborador é um ativo da empresa, devendo assim ser controlado e não orientado. Na esfera das novas lideranças considera-se, enquanto premissa básica, a eficácia dos modelos de Gestão de Pessoas em linha com as necessidades e as expectativas do grupo.

O líder, através das suas atitudes e iniciativas, deve ilustrar a mudança que deseja provocar na sua equipe. Deve, pelo exemplo, suscitar nos seus liderados o desejo de segui-lo, pois "se a palavra ilustra, o exemplo arrasta", a referência é fundamental. No sentido das novas lideranças, se um gestor consegue inspirar seus colaboradores a sonhar mais, aprender mais e se tornar mais, certamente estará cumprindo com maestria a missão do líder.

Palavras-chave: | estilo de liderança | equipe | produtividade |

Coaching, apoio eficaz na melhoria da gestão de pessoas


José Roberto Marques
É um dos pioneiros em Coaching no Brasil, com experiência de mais de 26 anos no Desenvolvimento de Pessoas. Fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) é o único treinador, no Brasil, autorizado pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) a ministrar o treinamento - Advanced Coach Senior (Pós Master Coach). Site IBC: http://www.ibccoaching.com.br/ - Facebook: http://www.facebook.com.br - /INSTITUTOBRASILEIRODECOACHING - TWIITER: http://www.twitter.com/ibccoaching
Desenvolver pessoas e equipes - Este é um dos maiores desafios dos gestores atuais. E não é para menos, fatores como a forte concorrência de mercado, a alta competitividade e a necessidade de reter os talentos exigem que os profissionais, principalmente os em postos de liderança, desenvolvam novas competências para, dessa forma, potencializar os recursos e as habilidades dos profissionais que compõem a empresa.

Estar preparado para desenvolver, conduzir e motivar pessoas exige que as próprias lideranças evoluam suas habilidades e aprendam a lidar com as necessidades, objeções, insatisfações, expectativas de futuro e projeções de carreira dos colaboradores, de forma madura e efetiva. Neste sentido  cursos de gestão de pessoas que utilizam o Coaching como metodologia tem sido cada vez mais procurados por gestores e empresas, que têm como meta não apenas gerar resultados com suas equipes, mas também desenvolver colaboradores de forma sistêmica.
Uma prova da importância de investir no capital humano é a pesquisa realizada pela Universidade de Harvard sobre as principais "Ameaças às Vantagens Competitivas", que aponta que, para superar empresas que ocupam o primeiro lugar em seu segmento, e tem como base o desenvolvimento de pessoas, é necessário pelo menos sete anos de tentativas, por parte das concorrentes, ao contrário das organizações que elegem como elementos de competição - preço, produto ou propaganda e publicidade, que segundo a pesquisa, levam menos de um ano para serem superadas.

Coaching na Gestão de Pessoas
Através de suas técnicas e metodologias, advindas de diversas ciências que estudam o comportamento humano, o Coaching é muito utilizado por empresas e lideranças para gerir pessoas e equipes, pois apóia no autoconhecimento, no alinhamento da cultura organizacional, na criação de um ambiente favorável, na melhora do desempenho, no aumento da motivação dos liderados, por exemplo.

Os profissionais que fazem cursos de gestão de pessoas, com Coaching, alcançam melhores resultados em seu trabalho por encontrar nesse processo não apenas ferramentas para desenvolver seus liderados, mas também: autodesenvolvimento, autoconhecimento e a potencialização de suas habilidades de liderança.
Assim preparam-se para ser grandes líderes, uma vez que, neste treinamento de liderança, com o suporte do Coaching, conseguem ser mais assertivos e efetivos em suas ações, aprendem a identificar focos de crises, alinhar de forma eficaz os colaboradores a cultura da empresa, resolver conflitos entre colaboradores, nas relações interpessoais e a motivá-los para que desenvolvam todo seu potencial, e dessa forma, cumpram as metas que a empresa projetou.
Se você é gestor de pessoas e quer potencializar sua atuação, fica a dica: Coaching é o mais eficaz processo de desenvolvimento de pessoas existente na atualidade, e com ele, sua empresa só tem a ganhar.
Palavras-chave: | coaching | estilo de liderança |

Coaching e Mentoring - Entenda as diferenças





Existem diversos tipos de abordagens comportamentais que auxiliam os indivíduos a evoluírem de uma condição limitante para uma melhor e mais favorável ao seu desenvolvimento pessoal e profissional, e duas dessas abordagens são:  Coaching e Mentoring.





Coaching é um processo de aceleração de resultados, que visa o desenvolvimento de habilidades e competências emocionais, psicológicas e comportamentais, com foco no alcance de realizações no presente e futuro, e é conduzido em sessões por um profissional denominado - Coach.
Um Coach ao contrário de um mentor, não diz ao seu cliente o que fazer, e não precisa ser necessariamente mais velho ou ter mais experiências que o cliente. Seu objetivo é apoiá-lo a fazer reflexões, ter novos insights sobre sua vida e carreira, através de metodologias, técnicas e ferramentas do Coaching que primam pelo autoconhecimento e evolução contínua, ou seja, a ter uma maior compreensão de quem ele é; daquilo que gosta, de seus desejos, limitações, pontos de melhoria, pontos fortes, para que assim o cliente possa traçar um plano de ações consistente, maduro e dentro de suas necessidades e possibilidades de realização.

No Mentoring, um profissional mais velho e mais experiente oferece seu know-how a um jovem talento, e como um mentor, o ajuda em questões ligadas a sua carreira, e comumente até em questões de cunho pessoal. O Mentoring, diferente do Coaching, não tem necessariamente um tempo determinado para acabar, e segue até o mentorado sentir-se preparado o suficiente para seguir sozinho, e pode ser realizado na empresa ou mesmo na casa do cliente.

No Brasil recente pesquisa apontou que apenas 10,9% das empresas utilizam mentores, enquanto que a busca por Coaching Executivo, voltado para o desenvolvimento de competências de liderança de colaboradores de alto escalão, cresce nas organizações brasileiras, e isso se dá por ser mais rápido, possibilitar desenvolvimento de forma mais acelerada e com isso resultados efetivos, num espaço de tempo bem menor que o mentoring.

Palavras-chave: | coaching | mentoring | aprendizagem |

CEMAR 17a no ranking GPTW LATAM 2015

O instituto internacional Great Place to Work® (GPTW) lançou a sua 12ª lista anual das Melhores Empresas para Trabalhar da América Latina...