domingo, 8 de abril de 2012

Adolescente chinês vende rim para comprar iPhone e iPad

Pequim - Um adolescente chinês, de 17 anos, vendeu um rim para comprar um iPhone e um iPad, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira no site da Xinhua, agência estatal de notícias da China. Cinco pessoas foram acusadas ​​de envolvimento na compra do órgão e vão responder por lesão corporal dolosa.

Entre os cinco, há um cirurgião que removeu o rim em abril do ano passado. O menino, identificado apenas pelo sobrenome Wang, agora sofre de deficiência renal, segundo promotores da cidade de Chenzhou, província de Hunan.

De acordo com a Xinhua, um dos acusados ​​recebeu cerca de 220 mil iuanes (cerca de US$ 35 mil) para organizar o transplante. Ele pagou ao jovem 22 mil iuanes (cerca de US$ 3,5 mil) e dividiu o restante com o cirurgião.
Após voltar para casa, o adolescente confessou para a mãe que vendeu um dos rins quando ela perguntou como ele conseguiu o dinheiro para comprar o novo iPhone e o iPad.

O jovem era de Anhui, uma das províncias mais pobres da China, de onde habitantes frequentemente emigram para encontrar trabalho e uma vida melhor em outro lugar.
Segundo o Ministério da Saúde chinês, mais de 1,5 milhão de pessoas na China precisam de transplantes, mas só 10 mil são realizados anualmente. A falta de órgãos criou um preocupante mercado ilegal.

  Agência O Globo .

Mundo terá 2 bilhões de idosos em 2050, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde chama atenção, por ocasião do Dia Mundial da Saúde, para aumento do número de pessoas com mais de 60 anos. Em quatro décadas, 80% dos idosos viverão em países em desenvolvimento e emergentes.

A população mundial está envelhecendo rapidamente. Em poucos anos, já haverá no mundo mais pessoas acima dos 60 anos do que crianças menores de cinco, informou a OMS. E o problema não se restringe ao países ricos.

"Muitas pessoas ainda acreditam que isso só diga respeito aos países ricos e que seja uma preocupação restrita à Europa e ao Japão. Mas isso não é verdade", diz John Beard, diretor do Instituto para Envelhecimento e Planejamento de Futuro da OMS em Genebra. "Atualmente, os países com renda baixa e média são os que passam pelos processos de envelhecimento mais rápidos. Em 2050, haverá 2 bilhões de pessoas idosas no mundo, e 80% delas viverão em países que atualmente classificamos como emergentes ou em desenvolvimento", alerta.

Na verdade, a notícia pode ser considerada boa, pois significa que a expectativa de vida e o bem-estar da população estão aumentando em termos globais. Entretanto, a idade avançada é comumente vista como um efeito colateral do desenvolvimento socioeconômico.

"No passado, sempre falávamos no prolongamento da vida por alguns anos. Isso está certo, e os países estão conseguindo progressos enormes nesse sentido", aponta Margaret Chan, chefe da OMS. Porém, envelhecer não basta, seria preciso dar um passo adiante. É preciso preencher os anos adicionais com qualidade de vida. Para Chan, as pessoas de todo o mundo têm o direito de envelhecer com boa saúde.

Mesmas causas de morte para todos
Em todo o mundo, os idosos morrem hoje das mesmas doenças. "Até mesmo nos países pobres, as causas de morte e invalidez mais comuns são doenças não infecciosas", diz Beard, de acordo com os estudos mais recentes sobre o assunto. "Não se trata mais de doenças infecciosas ou problemas gastrointestinais. O que mais preocupa hoje são as doenças cardiovasculares, acidentes vasculares, demência e infecções respiratórias".
O tratamento de tais problemas de saúde é geralmente simples e barato. Além disso, muitas das doenças podem ser evitadas por um estilo de vida saudável. Mesmo assim, nos países em desenvolvimento morrem quatro vezes mais pessoas das chamadas "doenças do estilo de vida" do que nos países ricos. A razão é a falta de cuidados médicos básicos.

África e ÁsiaNos países industrializados, seguros de saúde e aposentadoria permitem que os idosos tenham uma vida relativamente tranquila. Em muitos países africanos e asiáticos, a velhice também não é considerada um problema, pois os idosos são tradicionalmente cuidados por suas famílias.
Beard alerta, entretanto, que a situação se transformará no futuro rápida e dramaticamente. "Funcionava quando um casal tinha cinco ou seis filhos. Mas quando, de repente, dois filhos precisam cuidar de até dez idosos, fica difícil", diz. Nesse caso, também seriam necessárias medidas de auxílio por parte dos governos.

Idosos, mulheres e estrangeiros
A reforma do sistema previdenciário deixou de ser uma preocupação exclusiva dos países ricos, considera Monika Queisser, diretora do Departamento de Política Social da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "Acredito que todos os governos do mundo se ajustem à transformação demográfica, lenta mas seguramente", aponta.
Os países industrializados foram, porém, os primeiros a ter de agir. "Observamos que, em todos os países da OCDE em que ocorrem reformas previdenciárias, a mobilização das mulheres no mercado de trabalho e a migração no contexto da transformação demográfica, por exemplo, se tornaram um problema", afirma.

Mais trabalho, menos privilégios
Para a população dos países predominantemente ricos da OCDE, a proporção crescente de pessoas idosas já mostra consequências drásticas. No futuro, todos os empregados terão de trabalhar não apenas por mais tempo, mas também terão de render mais para abastecer os fundos de pensão.
Muitos países em desenvovilmento estão apenas no início dessa transformação. Neles, há muito poucos contribuintes, já que a maior parte da população trabalha no setor informal, como pequeno comerciante ou empregado doméstico, por exemplo. Apenas alguns privilegiados desfrutam o sistema previdenciário, diz Queisser.
"Os sistemas existentes nesses países são, em parte, muito generosos. Eles foram originalmente criados especialmente para funcionários públicos, com idades de aposentadoria relativamente baixas", explica. Assim, sistemas relativamente caros são acessíveis a poucas pessoas, enquanto a grande massa da população não tem acesso algum aos benefícios previdenciários.
Para Beard, as mudanças demográficas deveriam trazer consigo uma nova maneira de pensar no envelhecer. "Estatisticamente, uma pessoa é considerada velha aos 60 anos. Mas, no Ocidente, pessoas de 60 anos não são mais consideradas velhas. E, no decorrer do século, espera-se que 60 anos sejam considerados meia-idade", considera. "Ser velho é o novo padrão de normalidade", completa Chan.

Leite de soja reduziria os calores da menopausa

Os derivados são recomendados para quem sofre dos males da menopausa
Foto: Getty Images
 
Beber dois copos de leite de soja por dia poderia aliviar as mulheres de um dos mais velhos incômodos da menopausa: o fogacho. Mais conhecido como calor da menopausa, o fogacho poderia ser diminuído com a inclusão de um par de porções diárias de alimentos e de bebidas feitas a partir da planta, segundo pesquisa publicada no site do jornal Daily Mail. O trabalho é a análise mais abrangente até agora sobre os efeitos da soja em produtos como o tofu ou leite fortificado sobre os sintomas da menopausa.

Os fogachos ocorrerem subitamente, com duração de cerca de quatro minutos, em média, e produzem uma sensação desconfortável de calor intenso. Quem sofre do mal sua durante o dia, enquanto frequentes ondas de calor durante a noite perturbam seriamente o sono. Os sintomas são causados pela dilatação dos vasos sanguíneos na pele e são ligados à desequilíbrios hormonais, mas não estão ainda completamente compreendidos.

Os pesquisadores disseram que quando as mulheres consumiram soja por 12 semanas ou mais, a queda na frequência das ondas de calor foi de cerca de três vezes maior do que em ensaios mais curtos. Tudo por causa do impacto de isoflavonas - as substâncias químicas encontradas na soja que produzem um efeito semelhante ao estrogênio. A ingestão de pelo menos 54 mg de isoflavonas de soja por dia durante seis semanas a um ano reduziria os calores de 20% a 26% por cento.

No entanto, um relatório do ano passado encontrou comprimidos de soja, que são feitos a partir da planta, que não cortaram os sintomas da menopausa em mulheres idosas. O tratamento em longo prazo com produtos de soja também levantou preocupações porque ele poderia fazer com que o revestimento do útero ficasse mais grosso.

Alimentação saudável e exercícios previnem o câncer

No Dia Mundial de Combate, especialistas explicam os desencadeadores da doença

Estima-se que neste ano cerca de 520 mil pessoas terão câncer no Brasil, sendo 257 mil em homens e 260 mil em mulheres, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Uma boa alimentação – que passa longe de embutidos, bolachas, sal entre outros – e exercícios físicos regulares ajudam a prevenir a doença, segundo especialistas ouvidos pelo R7.

A lista de alimentos considerados causadores da doença começa com os embutidos, como linguiça, salsicha, presunto, peito de peru. Segundo o nutricionista do Inca, Fábio Gomes, estes produtos contém conservantes que em contato com o sulco gástrico (produzido no estômago) são transformados em substâncias cancerígenas.

— O sal ou alimentos que possuam muito deste elemento, como o bacalhau, é prejudicial também. Ele provoca uma agressão no estômago que pode estimular as alterações nas células.
Veja os famosos que superaram o câncer

Além de evitar estes alimentos, Gomes afirma que o modo em que se preparam as carnes pode ser prejudicial à saúde. O ideal é que o peixe, o frango, a carne vermelha sejam preparadas no forno ou cozidas na panela.

— Quando submetidas a uma temperatura altíssima [chapa, grelhada ou frita], aparecerá um composto cancerígeno, que provocam mutação das células. Vai fazer um peixe, recomendo fazer uma moqueca, por exemplo.

Nos hábitos alimentares cotidianos, o nutricionista ainda conta que o ideal é evitar também produtos com muita concentração de quantidade de energia, como biscoitos, lanches, sanduíches, e bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos, mates.
Frutas, legumes, verduras e fibras são alimentos que ajudam a prevenir o câncer. Segundo Gomes, elas protegem as células de agressões que podem deixá-las doentes e desenvolver o câncer. Além disso, estes produtos possuem compostos que bloqueiam a chegada dos elementos cancerígena e, caso as células doentes se multipliquem, eles conseguem matar as defeituosas.
— O ideal é reduzir ao máximo ingerir alimentos pré-prontos e recorrer à alimentação mais fresca. Exercícios físicos ajudarão a prevenir ganho de peso e o equilíbrio hormonal, que evita o superestímulo de produção desenfreada de células.
Hábitos de vida Apesar da evolução da medicina nos últimos anos, segundo a coordenadora de oncologia do Instituto do Câncer, Pilar Esteves Diz, a tendência é que a doença se torne a primeira causa de morte.

— Os tratamentos evoluíram muito, novas drogas etc. Mas é preciso que as pessoas mudem seus hábitos de vida. O câncer é uma doença de saúde pública.

Além de alimentação saudável, exames preventivos devem ser feitos periodicamente. De acordo com a médica, quanto antes a descoberta da doença, mais é possível de ser tratada e chegar à cura.

http://noticias.r7.com/saude/noticias/alimentacao-saudavel-e-exercicios-previnem-o-cancer-20120408.html?question=0

sábado, 7 de abril de 2012

Campeonato de surf entre cachorros vira atração na Califórnia nos EUA


Cerca de 30 cachorros participaram do campeonato. Os animais tinham que ficar o maior tempo possível sobre as pranchas e chegar até a margem. O vencedor da competição entrou para o livro dos Recordes.

Confira o vídeo!

http://noticias.r7.com/videos/campeonato-de-surf-entre-cachorros-vira-atracao-na-california-nos-eua/idmedia/4e81dbc592bb66af3e318df5.html

Você sabia que sorrir faz bem à saúde?

Está comprovado que bom humor e otimismo vacinam nosso corpo contra todo tipo de doença. O funcionamento do corpo melhora e várias dores diminuem visivelmente.
Quem sorri estimula o cérebro a liberar endorfina e serotonina — substâncias responsáveis pela sensação de prazer e felicidade. Essas substâncias proporcionam uma sensação de leveza e bem-estar, além de ativarem o sistema imunológico. Essa imunização ajuda a prevenir, principalmente, doenças ocasionadas por elevado grau de estresse.
O sorriso combate a depressão e o estresse, diminui a pressão arterial, melhora a digestão, desintoxica o organismo, espanta a dor e até deixa a pele mais bonita. Além disso, se você está sempre sorrindo, as pessoas irão querer sempre ficar perto de você e sua convivência social será muito favorecida.
Sorrir é um remédio sem efeitos colaterais; não precisa de prescrição e é de graça. Por isso, pare de franzir a testa e solte uma boa gargalhada sempre que possível que os benefícios virão.
O que acontece quando sentimos raiva?
Quando sentimos raiva, nosso corpo responde liberando dois hormônios que enfraquecem o sistema imunológico: estradiol e adrenalina. Portanto, quem sente raiva está sujeito ao surgimento de doenças ou ao atraso na recuperação de doenças já existentes. É praticamente impossível eliminar todos seus momentos de raiva. Por isso, o importante é estar consciente para que estes momentos sejam cada vez menos freqüentes e duradouros no seu dia-a-dia.

Cultivar o bom humor deve ser uma filosofia de vida para todos. Você deve reconhecer as emoções boas ou más e respeitá-las. Mudar a forma de olhar para a vida não é fácil, mas é bastante possível com treinamento.
Por exemplo, se você se encontra em um congestionamento de trânsito… vale a pena perder a cabeça? É claro que não! Tente sempre olhar o lado positivo das coisas. Por que não tirar este tempo para ouvir música, conversar, ou pensar e
Você sabia que sorrir faz bem à saúde?
fazer planos? Sempre procurar o lado positivo das coisas pode parecer um conselho simples demais, mas tente fazê-lo e veja como todo o mundo ao seu redor se modifica.
Cuide do seu bem-estar
Esteja mais atento às coisas simples da vida: dormir melhor, caminhar em uma praça, estar com os amigos. Cuide bem de seu corpo e mente para ter bem-estar e auto-estima. Procure sempre se conhecer para saber o que lhe dá mais prazer. Tudo isso leva naturalmente ao sorriso.
Incorpore o bom humor no seu dia-a-dia. Vista-se de sorrisos e abrace o mundo com toda a sua atenção e delicadeza.

E você já sorriu hoje?

Duvidar é preciso

Michel Shermer: um crítico do relativismo, do criacionismo que se expande nos Estados Unidos e de toda forma de fé religiosa.
Fundador da revista "Skeptic", diretor-executivo da Skeptics Society, colunista da revista "Scientific American" e professor da Claremont University, na Califórnia, o cientista americano Michael Shermer é um destes autores aos quais, para o bem ou para o mal, não se pode ficar indiferente. Shermer integra o time de participantes da sétima edição do Fronteiras do Pensamento - encontro que reúne grandes nomes internacionais em torno de temas contemporâneos desde 2006 -, que começará no dia 23. O evento, que ocorre em São Paulo e Porto Alegre, terá um elenco de conferencistas de destaque em suas áreas de atuação como o Prêmio Nobel de Economia Amartya Sen e a também indiana Vandana Shiva, filósofa e ambientalista premiada.

Shermer é um radical defensor da ciência como único método válido de explicação do mundo e adepto de um ceticismo científico que se desenvolve a partir de descobertas recentes das neurociências. É dessa imbricação entre neurociência e ceticismo que ele propõe sua principal teoria: a de que o cérebro é feito para acreditar em qualquer tipo de coisa, sejam verdadeiras ou não. O ceticismo seria, então, o único remédio contra essa compulsão à crença que leva o ser humano a crer, até mesmo, em coisas estranhas, como anuncia o título do único livro do cientista traduzido no Brasil: "Por Que as Pessoas Acreditam em Coisas Estranhas" (JSN Editora).

Crítico do relativismo, do criacionismo que se expande nos Estados Unidos e de toda forma de fé religiosa, Shermer reconhece, no ceticismo que prega, a necessidade de relativizar seu discurso, quando afirma, nesta entrevista: "Nós devemos ser céticos em relação à neurociência, à ciência e até mesmo ao ceticismo!"

Valor: Seu novo livro, recém-lançado nos EUA ("The Believing Brain") começa com uma narrativa pessoal sobre as suas crenças. Em que acredita alguém que se define como cético?
Michael Shermer: Ser cético significa que você precisa de evidências antes de acreditar em algo. Evidências confiáveis, claro. Céticos são pessoas que pensam como cientistas, sempre buscando evidências. Mas não é preciso ser cientista para ser cético. Escrevi um capítulo sobre as minhas crenças pessoais, sobre a época em que eu acreditava em Deus, na religião, nos fenômenos paranormais e sobrenaturais e outras coisas desse tipo. Até que me tornei um cientista e aprendi a pensar de forma crítica, cética e científica e resolvi procurar evidências para as minhas crenças. Quando fiz isso, deixei de acreditar nos fenômenos sobrenaturais e paranormais, em Deus, na religião etc. Mas o ponto principal do livro é sobre o fato de que todos nós temos nossas crenças, pois o cérebro funciona de maneira a estabelecer crenças e reforçá-las como verdades.

Valor: O seu ceticismo é um método de levar a dúvida até a última consequência? Haverá sempre algo a duvidar?
Shermer: O objetivo do ceticismo é entender como o mundo funciona. O mundo sempre será como ele é; não importa como queremos que ele seja. O problema é que nosso cérebro está programado para estabelecer crenças e reforçá-las como verdades absolutas, e não é assim que o mundo funciona. O objetivo da ciência é tentar superar essa tendência cognitiva a acreditar, essa tendência a acreditar em coisas nas quais queremos acreditar mesmo quando não existem evidências.

Valor: O senhor acha que acreditar em Deus também é parte dessa tendência? Como explicar a fé religiosa?
Shermer: Nosso cérebro é programado pela evolução para acreditar em todo tipo de coisa, não importa se são verdadeiras ou não, só pela possibilidade de serem verdadeiras. E nós procuramos evidências que se encaixem naquilo em que já decidimos acreditar. Por exemplo, se você é católico e acredita em Deus, só vai procurar evidências que reforcem essa crença e vai ignorar qualquer outra evidência que vá contra isso. Na ciência, isso não é permitido. Você é obrigado a procurar as evidências contrárias à sua teoria. Se você não fizer isso, outra pessoa vai fazer.

Valor: Ainda haveria motivos para o debate sobre o valor da ciência em relação ao valor da religião como forma de explicação do mundo?
Shermer: A ciência é uma maneira de explicar o mundo natural, de tentar entender por que o mundo é assim, utilizando métodos confiáveis. Não importa se eu, você ou alguém na Índia tem uma teoria, todos nós podemos usar um método para verificar se ela é verdadeira ou não. Um exemplo: uma pessoa nascida na Índia provavelmente vai seguir a religião hindu, uma pessoa no Brasil provavelmente vai ser católica, e uma pessoa nascida no Sul dos EUA provavelmente será da religião batista. Portanto, o local onde você nasce vai determinar qual será sua religião, em qual deus você vai acreditar. Na ciência, digamos na física, por exemplo, é diferente. Não existe a física da Índia, do Brasil ou dos EUA. Existe simplesmente a física.

Valor: Há diferença em acreditar na ciência e acreditar em Deus ou tudo é meramente uma questão de acreditar ou não? Esse ainda é um embate necessário no mundo de hoje, sobretudo nos EUA, onde a teoria do criacionismo vem ganhando cada vez mais espaço?
Shermer: É um bom exemplo. Em nenhum outro lugar do mundo, ninguém jamais duvidou da teoria da evolução, exceto nos círculos religiosos dos EUA. O que é mais provável? Que os criacionistas estejam certos ou que o resto do mundo esteja errado? Ou que a crença religiosa deles esteja impedindo que tenham uma visão objetiva do mundo? A opinião de cada um interfere na forma como os dados são analisados. Se você não consegue deixar de lado a sua visão, precisa encontrar alguém que consiga. O que importa para nós, cientistas, é saber se algo é verdadeiro ou não, se está de acordo com a realidade. Se há alguma maneira confiável que permita que eu e você analisemos os mesmos dados para chegar às mesmas conclusões. Os criacionistas duvidam da evolução por razões religiosas. Nós temos que deixar de lado a religião, a política e a economia e analisar os dados para ver se são verdadeiros ou não.

Valor:
No Brasil, seu único livro traduzido é "Por Que as Pessoas Acreditam em Coisas Estranhas". A resposta para isso está no cérebro?
Shermer: Sim, o cérebro não consegue viver sem acreditar em nada. Temos que acreditar em diversas coisas para conseguir levantar da cama de manhã, sair de casa para trabalhar. Nós estabelecemos várias crenças e temos que fazer isso para sobreviver. Todos os animais fazem isso. Nós estabelecemos associações, conexões, aprendemos, ligamos A a B, criamos padrões, isso é um processo normal para todos nós. Mas sem a ciência é impossível saber se nossas crenças são verdadeiras ou não. O que a ciência faz é trazer um conhecimento confiável, determinar se uma teoria é verdadeira ou não. Uma teoria não é verdadeira só porque você acredita nela. Ela é ou não é verdadeira.

Valor: É melhor acreditar em coisas estranhas do que não acreditar em nada?
Americanos em protesto religioso: "O local onde você nasce determina em qual deus vai acreditar. Na ciência é diferente. Não existe, por exemplo, a física da Índia, do Brasil ou dos EUA. Existe simplesmente a física", diz Shermer
Shermer: As pessoas acreditam em coisas estranhas porque elas precisam acreditar nas coisas em geral. E não temos a capacidade de diferenciar as coisas verdadeiras das coisas falsas. Por isso, temos uma tendência a acreditar em tudo. As coisas estranhas são apenas uma parte desse todo. A ciência é algo relativamente novo, foi inventada alguns séculos atrás, enquanto nosso cérebro existe há milhões de anos. Portanto, nosso cérebro é programado para estabelecer crenças rapidamente, de forma intuitiva e emocional. Isso é bem diferente da maneira como funciona a ciência.

Valor: Como conciliar seu ceticismo com alegações de que nossos cérebros são, do ponto de vista da neurociência, programados para acreditar? Ou por que não ser cético sobre neurociência também?
Shermer: Devemos ser céticos em relação à neurociência, à ciência e até mesmo ao ceticismo! Não há problema em ser cético sobre tudo. Não há vacas sagradas. No entanto, é importante notar que isso não significa que vale tudo e que todas as "teorias" têm o mesmo valor científico. Toda pessoa tem direito às próprias opiniões, mas nem todo mundo tem direito aos próprios fatos.

Valor: O sr. admite que a neurociência tem se tornado uma forma de explicar tudo, reivindicando para si o que a psicanálise, por exemplo, tinha deixado no inconsciente?
Shermer: A psicanálise estava correta em sua teoria de que muito do que se passa dentro do cérebro acontece inconscientemente, mas não há muito mais que esteja certo na psicanálise. Freud falhou no componente mais importante na ciência: o teste de hipóteses. Ele nunca tentou testar suas hipóteses e baseou suas teorias sobre estudos de caso, o que pode ser muito enganador. Eu sou cético em relação à psicanálise também.

Diminui número de empresas no Brasil que adotam horários flexíveis

SÃO PAULO - O número de empresas brasileiras que promovem políticas de flexibilização de horário caiu nos últimos anos. De acordo com o International Business Report 2012, 45% das companhias privadas do país ofereciam horários flexíveis aos funcionários em 2011. No ano anterior, esse número chegava a 62%.

O relatório, produzido pela Grant Thornton, pesquisou mais de 11 mil empresas em 40 países. O índice do Brasil ficou abaixo da média global, de 52%, e da média dos BRICs, de 59%. A região dos países nórdicos foi a que mais ofereceu flexibilidade, com 85% das empresas com práticas do tipo, e a Ásia e Pacífico, a que menos apresenta horários flexíveis (32%).

Para o diretor de gestão de pessoas da Grant Thornton Brasil, Antoniel Silva, oferecer mais liberdade no horário de trabalho contribui tanto para a qualidade de vida dos funcionários quanto para melhores desempenhos profissionais. “Os empresários brasileiros ainda não têm essa cultura e deixam de avaliar o desempenho geral do funcionário para dar mais valor a coisas como horário de saída e chegada”, critica. “Os países em crescimento ainda têm que aprender com os mais desenvolvidos quando o assunto são condições de trabalho”.

Em comparação com outros países, o Brasil ficou na 28ª posição entre os 40 participantes. Os lugares em que mais empresas oferecem liberdade de horário são:





Por Letícia Arcoverde | Valor

Empresários participam de lançamento de prêmio na Fiema


Empresários maranhenses de vários segmentos da indústria participaram do evento, na Casa da Indútria Albano Franco, sede da Fiema

 

O presidente da Fiema e diretor regional do Sesi, Edilson Baldez das Neves, falou no lançamento do Prêmio de Sesi de Qualidade no Trabalho (PSQT)

O presidente da Fiema e diretor regional do Sesi, Edilson Baldez das Neves, falou no lançamento do Prêmio de Sesi de Qualidade no Trabalho (PSQT)
Dezenas de empresários maranhenses participaram nesta terça-feira (3), do lançamento do Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho (PSQT 2012), uma realização do Serviço Social da Indústria (Sesi), entidade que integra o Sistema Fiema. A premiação estimula, valoriza e reconhece as práticas desenvolvidas nas empresas industriais na área de responsabilidade social, particularmente a responsabilidade relacionada ao seu público interno e às condições do ambiente de trabalho.

Podem participar empresas maranhenses de todos os portes e segmentos industriais. A competição acontece em todo o País em seis categorias: Cultura organizacional, Gestão de Pessoas, Ambiente de trabalho seguro e saudável, Educação e desenvolvimento, Desenvolvimento socioambiental, Inovação e Capacidade de inovação.

O prazo para inscrição vai até o dia 31 de julho. Vale ressaltar que as empresas que tiverem suas práticas selecionadas entre as 90 mais bem pontuadas irão compor a etapa nacional e terão direito a participar do evento de premiação nacional, com dois representantes da empresa, sendo um da direção e outros dos trabalhadores.

O PSQT reconhece as boas práticas das empresas, especialmente, aquelas que se preocupam com seus colaboradores, com o ambiente interno de trabalho e com seu entorno, explicou a superintendente do Sesi-MA, Andreia dos Santos Marão, durante o evento. "Empresas modernas e competitivas são aquelas que contribuem com o local onde se instalam, com as pessoas que trabalham para ela e com a comunidade que está ao seu redor. Essas são práticas de uma boa gestão, levadas em consideração pelo PSQT", disse a superintendente.

Importante destacar que é papel do Sesi-MA orientar as empresas interessadas em concorrer ao prêmio, durante todo o processo de inscrição.

O presidente do Sistema Fiema e diretor regional do Sesi-MA, Edilson Baldez das Neves, que fez questão de estar presente na abertura do evento, incentivou os empresários a participarem da premiação, que é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"Esse Prêmio visa estimular as empresas industriais a incorporarem a responsabilidade social como parte integrante de suas estratégias, pela disseminação de boas práticas", frisou Baldez.

Para o lançamento, foram convidados dois ganhadores da edição 2010 do prêmio: as empresas CEMAR e Alumar, cujos representantes - a diretora de Gente e Gestão da Cemar, Carla Medrado, e o gerente de Engenharia da Alumar, Múcio Vasconcelos - exibiram cases de sucesso e depois participaram de uma bate-papo com o empreendedor social e conselheiro do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (ICE-MA), Ted Lago.




Mais informações sobre o Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho podem ser obtidas na sede do Sesi-MA, no prédio do Sistema Fiema, no retorno da Cohama, ou pelo endereço www.sesi.org.br/psqt.

Feliz Páscoa!!!

Aperto de mão

O aperto de mão é sempre para o mais importante primeiro, não é?

Olha só essa gafe
História da vida real, por mais incrível que isto pareça ...
 
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CEMAR 17a no ranking GPTW LATAM 2015

O instituto internacional Great Place to Work® (GPTW) lançou a sua 12ª lista anual das Melhores Empresas para Trabalhar da América Latina...